Reino Unido envia reforços militares ao Oriente Médio e aumenta presença defensiva no Golfo e Chipre.
O Reino Unido anunciou o envio de tropas e sistemas adicionais de defesa aérea para o Oriente Médio, com o objetivo de ações defensivas contra possíveis ataques do Irã. Essa medida elevará o contingente militar britânico na região para aproximadamente 1.000 soldados, focados na defesa do Golfo e de Chipre.
O Secretário de Defesa britânico, John Healey, detalhou que equipes e sistemas de defesa aérea serão direcionados para a Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait. Adicionalmente, o uso de jatos Typhoon no Qatar será estendido, e o avançado sistema de mísseis de defesa aérea Sky Sabre, capaz de interceptar munições e aeronaves, será enviado à Arábia Saudita juntamente com suas equipes operacionais.
Esses novos equipamentos serão integrados às defesas aéreas regionais mais amplas, visando fortalecer a segurança contra ameaças. Conforme divulgado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a iniciativa visa garantir a proteção de aliados e interesses britânicos na área de conflito.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem expressado críticas à postura de alguns aliados da Otan, incluindo o Reino Unido, em relação à guerra. Trump sugeriu que países que não participaram de ataques iniciais contra o Irã deveriam buscar seu próprio petróleo no Estreito de Ormuz.
Trump critica o Reino Unido e sugere autossuficiência no fornecimento de petróleo.
Em declarações nas redes sociais, Donald Trump instou o Reino Unido a “buscar seu próprio petróleo” e “ter um pouco de coragem tardia” para atuar no Estreito de Ormuz. Ele sugeriu que, caso o estreito permaneça fechado, os países afetados deveriam comprar petróleo dos EUA, que teriam “de sobra”.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reiterou que o país não será “arrastado para esta guerra”, mas defenderá seus interesses e aliados na região. Starmer esclareceu que tropas britânicas não atuarão em solo iraniano e que o Reino Unido autorizou o uso de bases militares britânicas para ataques “defensivos” contra locais de lançamento de mísseis iranianos, após recusar pedidos para participar de ataques iniciais dos EUA e Israel.
Israel relata progressos na guerra e EUA ameaçam com “aniquilação” de infraestrutura iraniana.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou que a ofensiva militar contra o Irã ultrapassou a metade, com a morte de “milhares” de membros da Guarda Revolucionária Iraniana. Netanyahu afirmou que Israel e os EUA estão “perto de acabar com a indústria armamentista” do Irã, destruindo fábricas e o programa nuclear.
Por outro lado, segundo o Wall Street Journal, Trump teria manifestado disposição em encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo com o Estreito de Ormuz parcialmente fechado. A Casa Branca remeteu a comentários do Secretário de Estado americano, que afirmou que o estreito “reabrirá de uma forma ou de outra”.
Trump também reiterou ameaças de “aniquilar” usinas de energia, poços de petróleo e instalações de dessalinização do Irã caso um acordo não seja alcançado “em breve”, prometendo uma “adorável estadia” no Irã caso as condições sejam atendidas.
Irã nega negociações com EUA e anuncia pedágios no Estreito de Ormuz.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou veementemente qualquer negociação com autoridades americanas, afirmando que o Irã “não negociou com os EUA nestes 31 dias” de guerra. Ele declarou que o Irã não se esquece da “traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano” e que seus esforços estão voltados para a defesa do país.
Em uma reviravolta, uma comissão parlamentar iraniana aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no Estreito de Ormuz. Segundo a agência de notícias Fars, navios americanos, israelenses e de outros países que participam das sanções contra o Irã seriam proibidos de transitar pelo estreito. O Irã pretende implementar o sistema em cooperação com Omã, um ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo bruto mundial.
Conflitos se intensificam com ataques em Teerã, Dubai e interceptações em países do Golfo.
Os conflitos se intensificaram com ataques aéreos em Teerã, Dubai e interceptações de mísseis e drones em vários países do Golfo. As Forças de Defesa de Israel informaram a morte de quatro soldados no sul do Líbano, com dois feridos. Ataques em Dubai atingiram um navio com dois milhões de barris de petróleo, causando ferimentos leves a quatro pessoas.
Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait reportaram a interceptação de mísseis balísticos, de cruzeiro e drones sobre seus territórios. Na Arábia Saudita, destroços de um drone abatido danificaram seis casas, sem feridos. A cidade de Sharjah relatou um ataque de drone israelense contra um edifício administrativo da Thuraya Telecommunications Company.
Explosões foram ouvidas em Teerã, levando à interrupção do fornecimento de energia em algumas partes da cidade, que foi parcialmente restabelecida. A mídia iraniana noticiou o ataque ao navio em Dubai, mas sem atribuição de autoria, enquanto as leis locais proíbem a publicação de imagens de locais atingidos.
Fonte consultada: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/31/tropas-britanicas-serao-enviadas-ao-oriente-medio-enquanto-trump-critica-atuacao-do-reino-unido-na-guerra.ghtml.