Conheça a República de Slowjamastan, a mais nova “nação” do mundo, da qual você provavelmente nunca ouviu falar.
Entre fazendas de tâmaras e a fronteira com o México, na Califórnia, surge um pedaço de deserto árido e esquecido. Este local, que poderia passar despercebido, é o lar da República de Slowjamastan, uma micronação fundada em 2021.
Com um território de apenas 4,5 hectares, pouco maior que seis campos de futebol, Slowjamastan oferece um refúgio peculiar. Seus 25 mil “cidadãos” buscam um escape das divisões políticas atuais ou simplesmente um local para se divertir.
A ideia surgiu em 2020, quando o radialista Randy Williams, conhecido como “R Dub”, ficou impedido de viajar pelo mundo devido à pandemia. Ele decidiu, então, criar seu próprio país. A informação é do conteúdo divulgado sobre a micronação.
A Criação de um “País” no Deserto
Randy Williams, que apresenta o programa “Sunday Night Slow Jams” há décadas e já visitou quase todos os países reconhecidos pela ONU, viu na pandemia a oportunidade de realizar um projeto criativo. “Se eu não posso visitar outro país, por que não criar um?”, pensou ele.
Williams comprou um terreno de 4,5 hectares por US$ 19,5 mil (cerca de R$ 100 mil) em 2021. O local, descrito como “pedra e mato, coberto pela areia e sem nenhuma construção”, tornou-se o berço da República de Slowjamastan.
A instalação de placas proclamando a “República de Slowjamastan” chamou a atenção das autoridades locais. Williams reposicionou as placas discretamente, mas o país começou a ganhar forma com um posto de fronteira improvisado, bandeiras e passaportes.
Leis Peculiares e um “Sultão” Carismático
Em Slowjamastan, algumas leis são tão únicas quanto o próprio país. O uso de crocs é proibido, assim como os e-mails em “resposta a todos”. Ultrapassar o limite de velocidade é permitido, mas apenas se você estiver correndo para casa com tacos de comida.
O animal símbolo nacional é o guaxinim, que estampa a bandeira do país. O criador e líder da nação, Randy Williams, autoproclamou-se Sultão, adotando um estilo que lembra o ex-presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, com óculos escuros e uniformes.
O Sultão Williams, que apresenta um “sotaque estrangeiro geral” em suas aparições, compôs o hino nacional, “Slowjamastan (I Think It’s Gonna Be an Awesome Place)”, com a melodia de “Rocket Man”, de Elton John. O país é dividido em “Estados” como Dublândia e Bucksylvania.
Cidadania e um Refúgio Global
A cidadania em Slowjamastan é gratuita e aberta a todos, adquirida por um simples formulário online. Atualmente, a micronação conta com 25 mil “cidadãos” de 120 países, superando em número algumas nações independentes reconhecidas, como o Vaticano e Tuvalu.
Muitos “cidadãos” mantêm uma relação distante com o país, mas parte da comunidade viaja para conhecê-lo pessoalmente. As cerimônias nacionais, como o lançamento do submarino quebrado SS Badassin, são abertas ao público.
O Sultão explica que as pessoas buscam cidadania em Slowjamastan por curiosidade, diversão ou como um refúgio do mundo polarizado. “Não é preciso contar como todos estão divididos”, afirma, referindo-se às tensões políticas globais.
O Futuro de Slowjamastan
Cerca de 50% dos cidadãos de Slowjamastan são dos Estados Unidos, refletindo a frustração de muitos americanos com a política local. A expansão para países como Bangladesh demonstra o apelo global da micronação.
Slowjamastan sediará a MicroCon 2027, uma conferência de micronações onde delegados discutirão temas como soberania geopolítica. Apesar de ainda não possuir acomodações para visitantes, o país planeja um aeroporto internacional.
Para o Sultão Williams, Slowjamastan representa a conexão entre pessoas de diferentes culturas. Ele completou sua jornada de visita a todos os países do mundo em maio de 2023, mas seu projeto de micronação já transcendeu a ideia inicial, tornando-se um ponto de encontro global.
Fonte consultada: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/05/slowjamastan-a-mais-nova-nacao-do-mundo-da-qual-voce-nunca-ouviu-falar.ghtml.