sábado, 18 de abril de 2026
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Saleh Mohammadi: A promessa do wrestling iraniano torturado e executado pelo regime após protestos

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Saleh Mohammadi, estrela em ascensão do wrestling, teve seu futuro brutalmente interrompido pelo regime iraniano. Aos 19 anos, o atleta, considerado uma grande promessa para o país, foi preso em janeiro em meio à repressão aos protestos e, posteriormente, executado.

O esporte, tradicionalmente ligado ao orgulho nacional no Irã, era o caminho que Mohammadi via para construir um futuro longe das tensões políticas. No entanto, seu sonho foi interrompido abruptamente.

A execução ocorreu em Qom, cidade ao sul de Teerã, após um julgamento apressado e criticado por organizações de direitos humanos. Mohammadi foi condenado por “moharabeh”, uma acusação grave usada pelo regime contra opositores.

A Anistia Internacional denunciou que o jovem atleta foi torturado para confessar crimes que ele sempre negou. As informações indicam que Mohammadi relatou agressões durante a detenção, incluindo fraturas resultantes de espancamentos. Conforme divulgado por grupos internacionais de direitos humanos, o processo contra Mohammadi foi conduzido “sem garantias legais básicas”.

Promessa do esporte e vítima de julgamento falho

Saleh Mohammadi era reconhecido internacionalmente. Em 2024, conquistou medalha de bronze em um torneio juvenil na Rússia. Nas redes sociais, compartilhava sua dedicação aos treinos e competições, sempre com mensagens motivacionais. Amigos e professores o descreviam como “disciplinado e dedicado”, sem qualquer histórico de violência.

Contudo, o processo judicial que levou à sua execução foi marcado por graves irregularidades. Segundo a Anistia Internacional, o atleta foi **torturado para confessar** e negou as acusações em tribunal, alegando não ter participado dos protestos e relatando ter sofrido agressões físicas severas durante a detenção.

Execuções como ferramenta de intimidação estatal

A morte de Mohammadi ocorre em um contexto de intensificação da repressão no Irã. Organizações de direitos humanos alertam que o regime tem utilizado execuções públicas para **intimidar a população** e coibir novas manifestações. Pelo menos 27 pessoas detidas em protestos recentes já foram condenadas à morte, e mais de cem enfrentam acusações semelhantes.

A organização Iran Human Rights afirma que o número total de execuções no país aumentou significativamente, com mais de 1.500 pessoas executadas somente em 2025, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. O Center for Human Rights in Iran (CHRI) classificou a execução dos jovens como um “assassinato sancionado pelo Estado”, com o objetivo de **aterrorizar a população**.

O aumento das execuções e a fragilidade do regime

Desde o início dos conflitos que envolvem o Irã, autoridades têm ampliado detenções e acelerado julgamentos contra manifestantes, sob o pretexto de “preservar a segurança nacional”. O diretor da Iran Human Rights, Mahmood Amiry-Moghaddam, ressalta que a execução de jovens como Mohammadi visa **intimidar a população** em um momento de fragilidade do regime.

“O governo está bem ciente de que a principal ameaça à sua sobrevivência não vem de atores externos, mas do próprio povo iraniano, que exige mudanças fundamentais”, declarou Amiry-Moghaddam à revista Fortune. O caso de Saleh Mohammadi, a promessa do wrestling, torna-se um símbolo trágico da repressão no Irã.

Fonte consultada: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/quem-era-saleh-mohammadi-promessa-do-wrestling-que-foi-torturado-e-executado-pelo-ira/.

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