terça-feira, 14 de abril de 2026
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Presidente da Colômbia defende PIX e pede expansão para seu país, criticando sanções dos EUA

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Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defende o PIX e critica sanções dos EUA

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou publicamente seu apoio ao sistema brasileiro de transferências instantâneas, o PIX. Em uma postagem na rede social X, Petro não apenas defendeu a ferramenta, mas também expressou o desejo de que o sistema seja adotado em seu país.

A declaração surge em resposta a informações que apontam para uma suposta ameaça de sanções por parte dos Estados Unidos ao Brasil, caso o PIX não fosse descontinuado. O argumento seria de que o sistema prejudica empresas americanas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard.

Petro argumentou que o modelo brasileiro representa uma alternativa mais eficiente e eficaz em comparação com os mecanismos financeiros internacionais utilizados pelos Estados Unidos. Além disso, o líder colombiano fez fortes críticas às listas de sanções impostas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro americano. Conforme Petro, essas sanções deixaram de ser uma ferramenta eficaz contra o narcotráfico e passaram a ser usadas como instrumento de controle político.

Críticas às sanções americanas e defesa do PIX

O presidente colombiano destacou que grandes traficantes internacionais conseguem burlar o sistema de sanções e desfrutar de luxo em outros países, enquanto a ferramenta seria utilizada para pressionar adversários políticos globalmente. Petro reforçou a necessidade de uma governança global mais democrática e lamentou a inutilidade das guerras, que geram perdas para toda a humanidade.

As declarações de Petro ocorrem em um momento de crescente debate sobre o papel do PIX no cenário financeiro internacional. Implementado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o PIX se consolidou rapidamente como um dos principais meios de pagamento do país e tem sido objeto de estudo para operações transfronteiriças.

Relatório da Casa Branca e a posição do Brasil

Um relatório divulgado pela Casa Branca na última quarta-feira (1º) reiterou a visão de que o PIX é prejudicial às gigantes de cartão de crédito. O documento aponta que o Banco Central do Brasil regula o PIX e que stakeholders americanos temem um tratamento preferencial ao sistema, em detrimento de fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O relatório também destaca que o uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas.

Embora o documento oficial do governo Trump não mencione o PIX diretamente, ele faz referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, incluindo aqueles oferecidos pelo Estado brasileiro. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA, na época, afirmou que o Brasil parecia se envolver em práticas desleais ao favorecer seus próprios serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo.

Lula reafirma compromisso com o PIX

Em resposta às críticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu firmemente, declarando que o Brasil não pretende recuar no uso do PIX. Lula enfatizou que o sistema pertence ao Brasil e que ninguém o fará mudar de ideia, dada a importância do serviço prestado à sociedade brasileira. Ele também mencionou que o governo brasileiro pode, por iniciativa própria, aprimorar o PIX para atender cada vez mais às necessidades dos cidadãos.

O Banco Central do Brasil, por sua vez, continua trabalhando na expansão da ferramenta, explorando inclusive a possibilidade de integração com outros países no futuro. A declaração de Lula sobre a crítica americana foi clara: “Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o PIX, disseram que o PIX distorce o comércio internacional, porque o PIX acho que cria problema para a moeda deles”.

O presidente complementou, com firmeza: “O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”. O compromisso com a inovação e a soberania financeira se mantém como prioridade.

Fonte consultada: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/06/presidente-da-colombia-defende-pix.ghtml.

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