quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Ligações de Bolsonaro com Orbán: O que o líder húngaro disse após derrota

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A queda de um aliado

Viktor Orbán, figura proeminente da direita radical europeia e primeiro-ministro da Hungria por 16 anos, reconheceu sua derrota nas eleições parlamentares do país. O resultado marca o fim de um ciclo para o líder, que manteve laços estreitos com a família Bolsonaro, especialmente com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A relação entre Orbán e Bolsonaro foi construída sobre afinidades ideológicas e apoio mútuo, que se estenderam por anos. O líder húngaro foi um dos poucos chefes de estado europeus a prestigiar a posse de Bolsonaro em 2019, um gesto que sinalizou a proximidade entre ambos.

Três anos depois, em 2022, a amizade se consolidou durante uma visita de Bolsonaro a Budapeste. Na ocasião, os dois líderes assinaram memorandos de entendimento em áreas estratégicas como defesa, cooperação humanitária e gestão de recursos hídricos. O encontro foi marcado por trocas de elogios e declarações de forte alinhamento.

A parceria se estendeu ao campo político e eleitoral. Orbán apoiou publicamente a campanha de reeleição de Bolsonaro em 2022 e, mais recentemente, criticou o processo judicial que levou à condenação do ex-presidente brasileiro, classificando-o como uma “caça às bruxas políticas”. Essa declaração foi feita em um momento delicado para Bolsonaro, que enfrentava investigações e restrições judiciais.

Conforme informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, o governo húngaro teria inclusive oferecido ajuda para a campanha de reeleição de Bolsonaro. Documentos obtidos pela reportagem indicam que, em julho de 2022, o chanceler húngaro, Péter Szijjártó, teria se reunido com a então ministra Cristiane Britto, em Londres, para oferecer suporte.

Um ‘irmão’ e um ‘herói’ na política

A relação entre Bolsonaro e Orbán remonta à posse do ex-presidente brasileiro em janeiro de 2019. No mesmo ano, em abril, o líder húngaro recebeu Eduardo Bolsonaro, então deputado federal, em Budapeste. O plano de Bolsonaro para visitar a Hungria em 2020 foi adiado pela pandemia, mas concretizado em 2022.

Durante a visita em 2022, Bolsonaro descreveu Orbán como um “irmão”, destacando as afinidades na defesa de seus povos e na integração. Ele ressaltou a consonância de valores, resumidos em “Deus, pátria, família e liberdade”, e a importância da família estruturada para a saúde da sociedade.

Orbán retribuiu o apoio em 2022, elogiando as políticas de Bolsonaro. Em um vídeo divulgado pelo ex-presidente, Orbán afirmou ter trabalhado com muitos líderes, mas poucos tão excepcionais quanto Bolsonaro, citando a redução de impostos, a estabilização econômica e a diminuição das taxas de criminalidade.

O encontro mais recente entre os dois líderes ocorreu em dezembro de 2023, na Argentina, durante a posse do presidente Javier Milei. Em uma reunião privada, Orbán chamou Bolsonaro de “herói”, apesar de reconhecer que Brasil e Hungria estão mais distantes politicamente, mas unidos pelo futebol.

Apoio em tempos de adversidade

A conexão entre os políticos ganhou destaque em fevereiro de 2024, quando Jair Bolsonaro buscou refúgio na embaixada da Hungria em Brasília após uma operação da Polícia Federal sobre tentativa de golpe de Estado. Segundo o jornal americano The New York Times, o ex-presidente teria considerado pedir asilo político.

A defesa de Bolsonaro confirmou a estadia, mas atribuiu a visita a uma forma de “manter contatos com autoridades do país amigo”. No mesmo dia da operação, Orbán manifestou apoio público a Bolsonaro em suas redes sociais, chamando-o de “um patriota honesto” e incentivando-o a “continuar lutando”.

Apesar de uma medida cautelar proibir Bolsonaro de se ausentar do país, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concluiu que não havia provas de pedido de asilo ou violação de ordens judiciais. A relação de proximidade, no entanto, permaneceu evidente.

Encontros e alianças futuras

Em abril de 2024, Orbán recebeu Eduardo Bolsonaro em Budapeste durante a Conferência de Ação Política Conservadora. O primeiro-ministro compartilhou uma foto do encontro, referindo-se a Eduardo como “o Bolsonaro mais novo”.

Mais recentemente, em novembro de 2025, Orbán e Eduardo Bolsonaro se reuniram novamente nos Estados Unidos, na embaixada da Hungria. Orbán definiu a família Bolsonaro como “amigos e aliados que nunca desistem”, reforçando o apoio em “tempos difíceis” e reiterando a crítica às “caças às bruxas políticas”, defendendo que “a verdade e a justiça devem prevalecer”. A derrota eleitoral de Orbán na Hungria levanta questões sobre o futuro dessas alianças e o impacto político para ambos os lados.

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