sábado, 30 de maio de 2026
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Tenente da PM é acusado de matar empresário após confundi-lo com assaltante em SP; caso é investigado

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Tenente da PM é afastado após morte de empresário em suposta troca de tiros no Butantã, São Paulo

Um tenente da Polícia Militar, de 27 anos, foi afastado das atividades operacionais após ser acusado de matar o empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, em uma ocorrência no bairro do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O incidente ocorreu no último sábado (28), durante uma tentativa de assalto.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso está sob investigação da Corregedoria da PM e do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Militar informou que o oficial estava de folga quando presenciou o assalto a um casal em uma moto.

A versão oficial aponta que dois homens em outra moto anunciaram o roubo, e o tenente interveio. Durante a ação, o empresário Celso Bortolato de Castro e um dos suspeitos foram atingidos por disparos. Ambos não resistiram aos ferimentos. O policial relatou uma troca de tiros com os criminosos. Conforme informação divulgada pelo g1, o tenente foi liberado mediante pagamento de fiança.

Versão da esposa do empresário contradiz a da PM

A esposa do empresário Celso Bortolato de Castro contesta a versão apresentada pela Polícia Militar. Ela alega que não houve troca de tiros entre o policial e os assaltantes, e que seu marido teria sido **confundido com um dos criminosos**.

“Não teve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram e apresentaram arma, uma 38. Eu saí correndo para trás, e eu tirei o capacete. Eu ouvi uma pessoa vindo de trás atirando. Aí virei e disse: ‘O que você fez, é o meu marido. Olha o que você fez, é o meu marido’. Só que ele já tinha desferido dois tiros, um na nuca e outro nas costas, porque meu marido estava de costas. Ele atirou e imaginou que ele era o bandido”, relatou a esposa, que preferiu não se identificar.

Empresário voltava de almoço com a esposa

Celso Bortolato de Castro era empresário do ramo de seguros e morava na região do Bom Retiro, no Centro de São Paulo. No dia do incidente, ele retornava com a esposa de um almoço em São Roque, no interior paulista. A esposa também mencionou que o marido não costumava passar pela região do Butantã.

O empresário foi velado e sepultado na segunda-feira (30), no Cemitério Jardim Horto Florestal, na Zona Norte da capital. O caso foi registrado como resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo.

Investigação rigorosa e acompanhamento de órgãos de controle

A Polícia Militar, em nota, afirmou que **todas as ocorrências de mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente investigadas**. O processo conta com acompanhamento da Polícia Civil, das respectivas corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A instituição ressaltou que todo o conjunto probatório, incluindo imagens de câmeras corporais, é compartilhado com os órgãos de controle. A PM declarou atuar com absoluto rigor e celeridade quando há provas de ilegalidades cometidas por seus integrantes. As armas do policial e do criminoso envolvido na ocorrência foram apreendidas para perícia.

Fonte consultada: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/03/30/pm-acusado-de-matar-empresario-apos-confundi-lo-com-assaltante-e-tenente-e-foi-afastado-das-ruas.ghtml.

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Marcela Costa

Formação e credenciais Bacharelado em Comunicação Social — Jornalismo, Universidade de São Paulo (USP), 2011 Pós-graduação em Jornalismo de Dados, ESPM-SP, 2015 Certificação IFCN (International Fact-Checking Network), 2018 Membra da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

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