quinta-feira, 26 de março de 2026
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Risco Financeiro Ameaça Infraestrutura Brasileira: Juros Altos e Incertezas Geram Alerta Máximo em Líderes do Setor

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Risco Financeiro no Setor de Infraestrutura Brasileiro: O Principal Desafio Segundo Líderes do Setor

A maior preocupação para quem atua no setor de infraestrutura no Brasil é o risco financeiro. Uma pesquisa inédita realizada pela consultoria KPMG aponta que 41% dos cem presidentes, conselheiros e executivos ouvidos definiram este tema como o que mais gera apreensão.

Este cenário é um reflexo direto da elevada taxa de juros praticada no país. Cláudio Graef, sócio da KPMG para a América Latina, explica que essa conjuntura desmotiva investimentos e contribui para a diminuição da industrialização, fatores cruciais para o desenvolvimento da infraestrutura.

A justificativa para essa preocupação se intensifica com os recentes pedidos de recuperação extrajudicial de grandes empresas, como Raízen e GPA, divulgados em março. O setor de infraestrutura, que demanda investimentos de longo prazo, sente o impacto das altas taxas na previsibilidade dos recursos necessários para a execução dos projetos.

Outras Preocupações Relevantes no Setor

A pesquisa, em sua segunda edição, intitulada “Infraestrutura: perspectivas e oportunidades de investimentos”, detalha outras inquietações que afetam os tomadores de decisão. Em segundo lugar, com 32% das menções, surgem as questões regulatórias.

Seguindo na lista de preocupações, aparecem as incertezas trabalhistas e a escassez de mão de obra qualificada, citadas por 29% dos entrevistados. O cenário político também figura entre os principais receios, com 27% das respostas.

Outros riscos identificados incluem a cadeia de suprimento (20%), os riscos climáticos e cambiais (10% cada), o licenciamento ambiental (7%) e o risco cibernético (2%). Estes dados demonstram a complexidade do ambiente de negócios para a infraestrutura no Brasil.

Contexto Político e Econômico Como Principal Desafio

Além das preocupações específicas, o contexto político e econômico foi apontado como o principal desafio do segmento, recebendo 31% das menções. Graef ressalta que, apesar do grande volume de projetos no programa PAC, com cerca de R$ 700 bilhões, o ano eleitoral sempre introduz um elemento de incerteza.

Ele destaca que o Brasil tem avançado na regulação, mas a modelagem de muitos projetos depende fortemente de capital privado, o que eleva o risco para os investidores. O financiamento, com 27% das citações, e o licenciamento ambiental, com 14%, também são desafios significativos para os líderes do setor.

Perfil dos Participantes e Áreas de Atuação

A maioria dos entrevistados na pesquisa da KPMG atua nos segmentos de construção civil (43%) e rodovias (33%). Representantes dos setores ferroviário (17%), portos (5%) e aeroportos (2%) também participaram do levantamento.

Em relação ao tipo de atuação, 70% das empresas se identificaram como prestadoras de serviço. Outros 16% atuam como investidores, 10% como concessionárias e apenas 3% como representantes do setor público, evidenciando a predominância da iniciativa privada na busca por soluções de infraestrutura no país.

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