Avaliação do Governo Lula: Desaprovação Cresce e Aprovação Diminui em Nova Pesquisa Quaest
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), revela um cenário de leve deterioração na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento, a desaprovação do trabalho do presidente atingiu 52%, um ponto percentual a mais que em março. Em contrapartida, a aprovação registrou 43%, apresentando uma queda de um ponto percentual em relação ao mês anterior.
Os dados indicam uma tendência de aumento na desaprovação e diminuição na aprovação desde fevereiro, quando os índices eram de 49% e 45%, respectivamente. A diferença entre os que desaprovam e aprovam o governo Lula chegou a cinco pontos percentuais em outubro de 2025, refletindo um cenário cada vez mais desafiador para a gestão atual.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026.
Desempenho por Segmentos Demográficos Revela Divergências
A análise detalhada da pesquisa Quaest evidencia que a avaliação do governo Lula varia significativamente entre diferentes grupos demográficos. Entre as mulheres, consideradas um eleitorado crucial, a desaprovação alcançou 49%, enquanto a aprovação ficou em 45%. Em março, esses números eram de 48% e 46%, respectivamente, indicando uma leve oscilação negativa neste grupo.
O eleitorado mais jovem, na faixa de 16 a 34 anos, demonstra um descontentamento ainda maior. 56% desaprovam o governo, índice igual ao registrado em março do ano passado. A aprovação nesse segmento ficou em 40%. Já entre os brasileiros com 60 anos ou mais, a situação é inversa, com 51% aprovando o governo e 44% desaprovando.
A região Nordeste continua sendo o principal reduto de aprovação do presidente Lula, com 63% de aprovação, apesar de uma leve queda em relação aos 65% de março. Nas demais regiões, a desaprovação se sobrepõe à aprovação: no Sudeste (58% desaprovam), Sul (62% desaprovam) e Centro-Oeste/Norte (58% desaprovam).
Religião e Renda: Impactos na Percepção do Governo
A pesquisa também segmentou os resultados por afiliação religiosa. Entre os católicos, a desaprovação se manteve estável em 46%, enquanto a aprovação registrou 49%. No entanto, a desaprovação entre os evangélicos apresentou um aumento expressivo, saltando de 61% em março para 68% neste mês. A aprovação entre este grupo religioso caiu para 28%.
Em relação à renda, pessoas com até 2 salários mínimos apresentam a maior taxa de aprovação, com 57%. Já entre aqueles que recebem mais de 2 salários mínimos até 5 salários mínimos, a desaprovação é mais alta, atingindo 57%. Aqueles que recebem mais de 5 salários mínimos registram 62% de desaprovação.
Os beneficiários do programa Bolsa Família mostram uma aprovação de 59%, enquanto aqueles que não são beneficiários registram 56% de desaprovação. Essa distinção sugere a importância dos programas sociais na percepção da gestão federal.
Economia e Perspectivas Futuras: Um Cenário de Incertezas
A percepção sobre a situação econômica do país nos últimos 12 meses é majoritariamente negativa. 50% dos entrevistados afirmaram que a economia piorou, um aumento em relação aos meses anteriores. Apenas 21% perceberam melhora.
Olhando para o futuro, a expectativa para os próximos 12 meses também se mostra dividida. 40% acreditam que a economia vai melhorar, enquanto 32% preveem piora. A percepção de que a economia ficará do mesmo jeito foi de 23%.
A pesquisa também abordou o impacto da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. 66% dos entrevistados declararam não ter sido beneficiados diretamente por essa medida, enquanto 31% afirmaram ter sido.
Em relação à pergunta se o presidente Lula merece continuar no cargo por mais quatro anos, 59% responderam “Não”, um índice estável em relação a março. Apenas 38% responderam “Sim”.
A pesquisa Quaest, em sua totalidade, aponta para um cenário de desafios para o governo Lula, com a desaprovação em leve ascensão e a aprovação em queda. As variações observadas em diferentes segmentos demográficos, regionais e religiosos sinalizam a necessidade de estratégias específicas para reconquistar a confiança de parcelas do eleitorado e lidar com as percepções sobre a economia.