Moradores de Ilhota, SC, vivem drama com infestação de maruim, transformando o cotidiano em um pesadelo de picadas e isolamento.
A cidade de Ilhota, localizada no Vale do Itajaí em Santa Catarina, enfrenta uma grave infestação do mosquito maruim. Este pequeno inseto tem causado grande incômodo e preocupação entre os 17 mil habitantes do município, transformando a vida em um verdadeiro desafio diário.
As picadas do maruim são conhecidas por provocarem intensa irritação na pele, coceira persistente e, em alguns casos, podem ser vetores de doenças como a Febre do Oropouche. A situação se tornou tão crítica que os moradores se sentem verdadeiros prisioneiros em suas próprias casas, precisando tomar medidas drásticas para se proteger.
A dificuldade em controlar a proliferação do inseto tem levado a um cenário de desespero, com a população buscando soluções enquanto as autoridades tentam encontrar métodos eficazes. A informação foi divulgada pelo portal g1.
Casas Fechadas e Calor Insistente: O Cotidiano dos Afetados
Na região do Braço do Baú, uma das áreas mais atingidas pela infestação, a rotina dos moradores se resume a manter portas e janelas rigorosamente fechadas. Para amenizar o calor sufocante, ventiladores operam incessantemente, mas o alívio é temporário diante da constante ameaça das picadas. A aposentada Veronita Pelz, que descobriu um câncer em dezembro, relata a impossibilidade de sair do quarto para aproveitar as áreas externas de sua residência, evidenciando o impacto severo da situação em sua qualidade de vida.
Dificuldades no Combate e Riscos à Saúde
A prefeitura de Ilhota aponta a falta de um produto específico e comprovadamente eficaz contra o maruim como um dos principais entraves para o controle da infestação. Embora o município realize ações com larvicida biológico para outros tipos de mosquitos, o método não surte o efeito desejado sobre o maruim. Essa dificuldade no combate também foi observada no município vizinho de Luiz Alves, que chegou a decretar situação de emergência devido ao problema.
Entenda os Perigos da Picada do Maruim
Segundo o professor de ecologia e zoologia Luiz Carlos de Pinha, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as picadas do maruim causam uma **irritação significativa na pele**, com sensação de queimação e ardência. Ele explica que, assim como outros mosquitos vetores de doenças, apenas as fêmeas picam, pois necessitam do sangue para a produção de ovos.
De Pinha ressalta que, em situações de alta densidade populacional, como a vivenciada em Ilhota e Luiz Alves, o risco de transmissão de patógenos aumenta. Embora os problemas mais comuns sejam em animais de pecuária, como bovinos e equinos, há a possibilidade de surtos de doenças relacionadas ao mosquito. Em humanos, o maruim pode transmitir a **Febre do Oropouche**, cujos sintomas, como dor nas articulações e febre, podem ser facilmente confundidos com os da dengue.
Moradores Buscam Respostas Efetivas
Os moradores de Ilhota relatam ter procurado as autoridades competentes em busca de soluções para a infestação. No entanto, até o momento, as respostas recebidas não foram consideradas efetivas para a resolução do problema. A comunidade anseia por ações concretas que possam trazer alívio e permitir que voltem a desfrutar de suas casas e da vida ao ar livre sem o constante receio das **dolorosas picadas do maruim**.
Fonte consultada: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/04/08/infestacao-mosquito-moradores-sc-luvas-calor-virarem-prisioneiros-casas.ghtml.