sábado, 30 de maio de 2026
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Ladrão é condenado a mais de 2 anos por roubo de ovo Fabergé em Londres

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Oportunista rouba joias milionárias em pub londrino e é condenado

Um ladrão que agiu de forma oportunista foi sentenciado a mais de dois anos de prisão após roubar uma mochila contendo um valioso ovo Fabergé e outras joias em um pub no centro de Londres. O incidente, ocorrido em novembro de 2024, resultou na perda de itens avaliados em aproximadamente R$ 15,2 milhões. O criminoso, identificado como Enzo Conticello, de 29 anos, subtraiu a mochila enquanto a vítima, Rosie Dawson, aguardava do lado de fora do pub Dog and Duck, no Soho.

As peças de luxo, incluindo o icônico ovo Fabergé incrustado com esmeraldas e um relógio de alto valor, haviam sido levadas por Dawson para um evento de trabalho na mesma noite. Até o momento, os objetos roubados não foram recuperados pelas autoridades. O caso levanta questões sobre segurança e o valor inestimável de artefatos históricos e joias de colecionador.

Acusado buscava “dinheiro fácil” e usou cartões roubados

Conticello, também conhecido como Hakin Boudjenoune, declarou-se culpado de três acusações de falsidade ideológica e uma de roubo perante o Tribunal da Coroa de Southwark. Câmeras de segurança registraram o momento em que o ladrão tentou roubar a mochila de outra cliente dentro do pub antes de subtrair a de Dawson. Segundo a acusação, Conticello buscava “dinheiro fácil” e pretendia usar os pertences roubados, que incluíam um laptop e cartões de crédito, para sustentar seu vício em drogas.

A ligação de Conticello com o crime foi estabelecida quando ele tentou utilizar os cartões bancários de Dawson em uma loja próxima, poucos minutos após o roubo. Essa ação rápida permitiu que a polícia o identificasse e o relacionasse ao furto da mochila, culminando em sua posterior condenação. O caso destaca a importância da vigilância e das evidências digitais na resolução de crimes.

O valor inestimável do ovo Fabergé

A Fabergé é uma renomada joalheria de luxo, fundada na Rússia em 1842, mundialmente conhecida por seus elaborados ovos feitos com metais preciosos e gemas. O ovo em questão é uma peça rara, uma das sete existentes no mundo com características semelhantes. Ele é composto por um ovo cravejado de joias, acompanhado por um relógio, uma garrafa de uísque, charutos e um umidificador.

O ovo em si é feito de ouro amarelo de 18 quilates e sua confecção demandou mais de 100 horas de trabalho artesanal. Ele é adornado com 104 diamantes e contém uma esmeralda bruta, originária da Zâmbia. O relógio que o acompanha é inspirado nas “Sete Maravilhas da Irlanda”, pesa 22 quilates e é revestido de ouro rosa, agregando ainda mais valor à peça.

Vício e arrependimento: a defesa do réu

A defesa de Conticello, representada pela advogada Katie Porter-Windley, argumentou que seu cliente perdeu o emprego como chef de cozinha durante a pandemia de COVID-19, o que o levou a desenvolver uma dependência de cocaína. “Na noite em questão, ele aproveitou uma oportunidade e está sinceramente arrependido pelo seu comportamento”, declarou Porter-Windley, enfatizando o contexto de vulnerabilidade do réu.

A defesa também sugeriu que Conticello não teria percebido o real valor dos objetos roubados. Ao comentar sobre a aparência extraordinária do ovo Fabergé, a advogada respondeu que seu aspecto tão singular tornava impossível determinar seu valor apenas pela aparência. A juíza Kate Livesey, ao proferir a sentença, ressaltou que o roubo, classificado como “oportunista”, causou “estresse e inconvenientes” à vítima e à empresa para a qual ela trabalhava.

Busca continua e apelo por informações

A juíza Kate Livesey condenou Enzo Conticello a dois anos e três meses de prisão, enfatizando o estresse e o pânico vividos por Rosie Dawson ao perceber a perda de itens de grande valor. A polícia britânica, liderada pelo detetive Arben Morina, continua as investigações para localizar o ovo Fabergé e o relógio roubados. Morina afirmou que Conticello agiu sem escrúpulos e que a pena reflete sua ganância.

As seguradoras já efetuaram o pagamento de 106,7 mil libras (aproximadamente R$ 726 mil) à Craft Irish Whiskey Company, empresa onde Dawson trabalha, cobrindo parte do prejuízo. No entanto, o valor total das joias ultrapassa significativamente essa quantia. A polícia faz um apelo à população por qualquer informação que possa auxiliar na recuperação dos itens e na resolução completa do caso. A investigação segue em andamento, buscando desvendar o paradeiro das joias e garantir que a justiça seja feita.

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Marcela Costa

Formação e credenciais Bacharelado em Comunicação Social — Jornalismo, Universidade de São Paulo (USP), 2011 Pós-graduação em Jornalismo de Dados, ESPM-SP, 2015 Certificação IFCN (International Fact-Checking Network), 2018 Membra da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

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