Juju Salimeni se identifica como demissexual e detalha primeiro encontro com o noivo
Em uma conversa sincera no podcast “Podshape”, a apresentadora e empresária Juju Salimeni revelou um aspecto íntimo de sua sexualidade, identificando-se como demissexual. A declaração surgiu após a jornalista Leonora Áquilla explicar o conceito de assexualidade, que também engloba a demissexualidade como um espectro. Salimeni, ao ouvir a explicação, percebeu que suas próprias experiências se encaixavam perfeitamente na definição.
A demissexualidade é caracterizada pela atração sexual que só ocorre após o estabelecimento de uma forte conexão emocional e um vínculo afetivo com outra pessoa. Diferente de outras orientações sexuais, o interesse sexual não surge espontaneamente, mas sim como consequência de um relacionamento profundo.
Juju Salimeni compartilhou que essa característica sempre esteve presente em sua vida, inclusive em seu relacionamento atual. Conforme informação divulgada pelo “Podshape”, a apresentadora contou detalhes sobre o seu primeiro encontro com o noivo, Diogo Basaglia, revelando que chegou a se afastar dele justamente por não ter ainda desenvolvido o sentimento necessário para a intimidade sexual.
A fuga do primeiro encontro: sexo só com amor
Durante a conversa, Juju Salimeni relatou que, ao conhecer Diogo Basaglia, a relação inicial foi marcada por uma hesitação em avançar para o sexo. “Eu sou assim também. Sempre fui”, afirmou a empresária, explicando que a atração, para ela, se desenvolve a partir da personalidade, inteligência e da conexão estabelecida.
Ela detalhou o momento em que sentiu a necessidade de se afastar: “Inclusive, eu já falei aqui que quando eu o conheci, a primeira vez que a gente ficou, deu uns beijinhos e aí eu fugi dele porque eu não queria dormir com ele”. Essa atitude, segundo ela, foi motivada pela ausência de um amor ou de um vínculo emocional forte o suficiente naquele instante.
Leonora Áquilla, que também participou do bate-papo, comentou que muitas mulheres cisgênero podem ser demissexuais sem saberem classificar ou se identificar com o termo. A demissexualidade, portanto, é mais comum do que se imagina, mas muitas vezes não é nomeada ou compreendida como tal.
Compreendendo a demissexualidade no espectro da sexualidade
O conceito de demissexualidade foi explorado no programa, com Leonora Áquilla esclarecendo que a assexualidade, em si, é um termo guarda-chuva que abrange diversas experiências. “Assexual também é um guarda-chuva, porque tem uma variação enorme de assexuais. Porque não é todo mundo igual”, explicou a jornalista.
Ela continuou detalhando as diferentes nuances dentro do espectro assexual: “Tem o assexual que gosta menos, menos, quase nada de sexo, porque prioriza outras coisas, o amor…” Essa priorização do amor e da conexão emocional é o cerne da demissexualidade, distinguindo-a de outras formas de atração.
Juju Salimeni, ao se identificar com essa descrição, reforçou sua posição pessoal: “Eu não gosto de sexo sem amor”. No entanto, ela ressaltou que não julga quem não necessita de uma conexão afetiva profunda para ter relações sexuais. “Eu acho muito esquisito, Leo. Tipo, nada contra quem quiser, né? É, tá tudo bem. A pessoa sente vontade, ok. A gente tá falando da gente”, ponderou, demonstrando respeito pela diversidade de experiências sexuais.
A importância da conexão emocional para a intimidade
A revelação de Juju Salimeni traz à tona a importância da conexão emocional para a intimidade sexual de muitas pessoas. A demissexualidade desafia a ideia de que a atração sexual é sempre imediata e universal, mostrando que para alguns indivíduos, o desenvolvimento de sentimentos profundos é um pré-requisito fundamental.
Essa perspectiva é crucial para desmistificar e normalizar diferentes formas de vivenciar a sexualidade. Ao compartilhar sua experiência, Juju Salimeni contribui para que mais pessoas possam entender e nomear seus próprios sentimentos e experiências, promovendo um diálogo mais aberto e inclusivo sobre desejos e afetos.
A empresária, que está noiva de Diogo Basaglia, demonstra que mesmo em relacionamentos modernos e dinâmicos, a necessidade de um vínculo afetivo genuíno pode ser um pilar central para a construção da intimidade e da felicidade a dois. A escolha de se afastar no início da relação, por não se sentir pronta para a intimidade sexual, foi um ato de autoconhecimento e respeito aos seus próprios limites e sentimentos.
A declaração de Juju Salimeni no “Podshape” não apenas esclarece sua orientação sexual, mas também abre uma janela para a compreensão da complexidade das relações humanas e da diversidade de como a atração e o desejo se manifestam. A história reforça que a intimidade verdadeira reside na conexão, e não apenas no ato físico.
Fonte consultada: https://odia.ig.com.br/diversao/celebridades/2026/04/7233563-juju-salimeni-relembra-primeiro-encontro-com-o-noivo-fugi-dele.html.