Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, registraram voos cancelados nesta sexta-feira (10) devido a uma falha técnica ocorrida no dia anterior. O incidente, que afetou o Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, um órgão fundamental para o controle do tráfego aéreo, causou interrupções em pousos e decolagens, gerando impactos em toda a malha aérea nacional.
A situação levou à suspensão temporária das operações e à necessidade de readequação de horários, com a extensão do funcionamento de Congonhas até a meia-noite de quinta-feira (9). A medida foi uma tentativa de minimizar os transtornos causados pela intercorrência no espaço aéreo da Terminal São Paulo (TMA-SP).
O problema teve origem em uma situação inesperada: a presença de fumaça fora do prédio operacional do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, localizado no Aeroporto de Congonhas. Embora não tenha havido incêndio ou pane elétrica, a evacuação preventiva do local foi necessária por cerca de 30 minutos para verificar a origem da fumaça e garantir a segurança.
Evacuação e interrupção das operações
A evacuação do Centro Regional de Controle do Espaços Aéreo Sudeste ocorreu na manhã de quinta-feira (9), após controladores sentirem cheiro de queimado e avistarem fumaça nas proximidades do prédio. Bombeiros foram acionados, o que inicialmente levantou preocupações sobre um possível incêndio. No entanto, o diretor-presidente da agência, Tiago Chagas Faierstein, esclareceu que não houve princípio de incêndio ou falha em sistemas.
“Não houve incêndio, não houve pane elétrica, nenhum sistema parou de funcionar. O que houve foi um princípio de fumaça fora do prédio. Como se trata de um prédio fechado, havia o risco de a fumaça adentrar o ambiente. Por isso, foi feita a evacuação, até que se verificasse a origem dessa fumaça”, explicou Faierstein à Globonews.
A interrupção das operações em Congonhas durou aproximadamente 1 hora e 11 minutos, entre 8h58 e 10h09, segundo a concessionária Aena. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), informou que a interrupção durou 36 minutos, das 9h30 às 10h06, devido a um “problema técnico operacional”. A FAB garantiu que as aeronaves foram sequenciadas com segurança e que as atividades foram restabelecidas.
Impactos na malha aérea e medidas emergenciais
O incidente no controle de tráfego aéreo impactou diretamente os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, com voos cancelados e atrasos significativos. O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou que um problema técnico no Controle de Aproximação (APP) na região de São Paulo suspendeu as autorizações de decolagem na TMA-SP por 35 minutos.
Em resposta, a concessionária Aena estendeu o horário de funcionamento de Congonhas até a meia-noite de quinta-feira. Essa medida visou reduzir os impactos na malha aérea nacional, conforme solicitado pelas companhias aéreas ao Decea e aprovado pelo órgão. A decisão foi tomada para mitigar os efeitos da suspensão temporária dos voos.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acionou seu protocolo de pré-crise para acompanhar os impactos da paralisação. A agência está concentrando esforços em identificar quais empresas aéreas e rotas foram afetadas, além do número de passageiros impactados. A Anac também monitorará o desempenho operacional das empresas e aeroportos ao longo do dia para avaliar possíveis efeitos em cascata na malha aérea.
Investigação e normalização das operações
A origem da fumaça que causou a evacuação e a consequente interrupção dos serviços de controle aéreo ainda está sob investigação. O diretor-presidente do Decea afirmou que a situação foi normalizada após a constatação de que a fumaça não adentraria o prédio operacional. Nenhum sistema de controle de tráfego aéreo ou a segurança de voo foram comprometidos, segundo a Anac.
O Decea informou que o problema técnico será apurado para evitar futuras ocorrências. Enquanto isso, as operações nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos foram restabelecidas. As autoridades aeronáuticas e as concessionárias dos aeroportos trabalham em conjunto para garantir a regularidade das operações e minimizar quaisquer reflexos remanescentes do incidente.
A falha no controle de tráfego aéreo ressalta a importância da infraestrutura e dos sistemas que garantem a segurança e a eficiência dos voos. A rápida resposta e as medidas emergenciais adotadas buscaram mitigar os transtornos aos passageiros, mas a necessidade de investigação aprofundada aponta para a complexidade da gestão do espaço aéreo e a sua sensibilidade a imprevistos.
Fonte consultada: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/10/reflexo-voos-cancelados-aeoportos-sp.ghtml.