Irã e EUA buscam acordo no Paquistão em meio a tensões
Delegações dos Estados Unidos e do Irã se reúnem neste fim de semana no Paquistão para negociações de paz mediadas pelo governo local. O encontro ocorre após um cessar-fogo recente entre os países.
A cúpula é vista como decisiva e pode impactar diretamente a estabilidade regional.
O Paquistão, como anfitrião, adota um tom otimista, afirmando ter a confiança de ambos os lados. No entanto, a complexidade dos impasses se revela nas pré-condições apresentadas pelo Irã: um cessar-fogo no Líbano e o descongelamento de US$ 120 bilhões em ativos iranianos. A delegação iraniana, liderada pelo presidente do parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, já chegou a Islamabad.
Do lado americano, o vice-presidente JD Vance expressou otimismo cauteloso, declarando disposição para negociar de boa fé, mas alertando contra tentativas de engano. O presidente Donald Trump, por sua vez, adotou um tom mais assertivo, sugerindo que os iranianos só estão dispostos a negociar por estarem em uma posição vulnerável e ameaçando com o uso de armas poderosas caso as conversas falhem.
Cessar-fogo no Líbano: o primeiro obstáculo
A campanha militar de Israel contra o Hezbollah no Líbano, grupo apoiado pelo Irã, surge como um dos principais entraves para o sucesso das negociações. Cerca de 350 pessoas morreram em ataques israelenses desde quarta-feira, o que o Irã considera uma grave violação do cessar-fogo acordado. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a continuidade dessas ações tornará as negociações sem sentido, reiterando o apoio do Irã ao Líbano.
Israel, por outro lado, nega a existência de um cessar-fogo com o Hezbollah. Apesar dos avisos de evacuação em Beirute, novos ataques ainda não ocorreram. O Departamento de Estado americano informou que negociações diretas entre Israel e Líbano acontecerão em Washington na próxima semana, indicando uma tentativa de desdobramento diplomático para a questão.
Estreito de Ormuz: controle e taxas de passagem
A rota marítima estratégica do Estreito de Ormuz, por onde transita grande parte do petróleo mundial, é outro ponto de discórdia. Donald Trump acusou o Irã de agir de forma