sábado, 30 de maio de 2026
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EUA e Irã iniciam negociações de paz decisivas no Paquistão

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Irã e EUA buscam acordo no Paquistão em meio a tensões

Delegações dos Estados Unidos e do Irã se reúnem neste fim de semana no Paquistão para negociações de paz mediadas pelo governo local. O encontro ocorre após um cessar-fogo recente entre os países.
A cúpula é vista como decisiva e pode impactar diretamente a estabilidade regional.

O Paquistão, como anfitrião, adota um tom otimista, afirmando ter a confiança de ambos os lados. No entanto, a complexidade dos impasses se revela nas pré-condições apresentadas pelo Irã: um cessar-fogo no Líbano e o descongelamento de US$ 120 bilhões em ativos iranianos. A delegação iraniana, liderada pelo presidente do parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, já chegou a Islamabad.

Do lado americano, o vice-presidente JD Vance expressou otimismo cauteloso, declarando disposição para negociar de boa fé, mas alertando contra tentativas de engano. O presidente Donald Trump, por sua vez, adotou um tom mais assertivo, sugerindo que os iranianos só estão dispostos a negociar por estarem em uma posição vulnerável e ameaçando com o uso de armas poderosas caso as conversas falhem.

Cessar-fogo no Líbano: o primeiro obstáculo

A campanha militar de Israel contra o Hezbollah no Líbano, grupo apoiado pelo Irã, surge como um dos principais entraves para o sucesso das negociações. Cerca de 350 pessoas morreram em ataques israelenses desde quarta-feira, o que o Irã considera uma grave violação do cessar-fogo acordado. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a continuidade dessas ações tornará as negociações sem sentido, reiterando o apoio do Irã ao Líbano.

Israel, por outro lado, nega a existência de um cessar-fogo com o Hezbollah. Apesar dos avisos de evacuação em Beirute, novos ataques ainda não ocorreram. O Departamento de Estado americano informou que negociações diretas entre Israel e Líbano acontecerão em Washington na próxima semana, indicando uma tentativa de desdobramento diplomático para a questão.

Estreito de Ormuz: controle e taxas de passagem

A rota marítima estratégica do Estreito de Ormuz, por onde transita grande parte do petróleo mundial, é outro ponto de discórdia. Donald Trump acusou o Irã de agir de forma

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Marcela Costa

Formação e credenciais Bacharelado em Comunicação Social — Jornalismo, Universidade de São Paulo (USP), 2011 Pós-graduação em Jornalismo de Dados, ESPM-SP, 2015 Certificação IFCN (International Fact-Checking Network), 2018 Membra da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

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