sábado, 30 de maio de 2026
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Esquema de Canetas Emagrecedoras em Monte Alto Descoberto Após Pacientes Sofrem Efeitos Colaterais Graves

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Aplicações ilegais de canetas emagrecedoras em Monte Alto são desarticuladas após denúncias de pacientes com efeitos colaterais severos. A Vigilância Sanitária e a Polícia Civil investigam o esquema que envolvia duas clínicas na cidade, onde medicamentos como a Tirzepatida eram aplicados sem a devida autorização da Anvisa e sem comprovação de procedência.

O esquema ilegal de aplicação de canetas emagrecedoras em duas clínicas em Monte Alto (SP) foi descoberto após pacientes buscarem atendimento médico no Pronto Socorro e em unidades de saúde relatando efeitos colaterais graves. A informação foi confirmada pela Prefeitura, por meio da Vigilância Sanitária, que iniciou uma investigação detalhada sobre os casos.

Relatos de pacientes que teriam utilizado a substância Tirzepatida chegaram à auditoria médica e foram formalizados pela plataforma digital de Ouvidoria do município, o eOuve. Esses pacientes precisaram de atendimento médico em decorrência do uso indevido do medicamento, o que desencadeou a ação integrada da Vigilância Sanitária.

A Secretaria de Saúde abriu processos administrativos para apurar as responsabilidades, mas a Vigilância Sanitária optou por não lacrar os estabelecimentos, permitindo que outros atendimentos continuem. A Polícia Civil, por sua vez, apreendeu os produtos e prendeu duas profissionais envolvidas na operação, que visa desarticular completamente a rede de distribuição irregular de medicamentos emagrecedores. Conforme informação divulgada pelo g1, a investigação policial aponta que as clínicas agiam em conjunto, indicando clientes uma para a outra.

Profissionais Presas e Produtos Apreendidos

A biomédica Sinara Correa de Oliveira e a técnica de enfermagem Ivane Rosa da Silva foram presas em flagrante. Sinara pagou fiança de R$ 1,6 mil e foi liberada, enquanto Ivane foi solta após audiência de custódia. Ambas devem responder por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins medicinais.

A defesa de Ivane alegou que ela é ré primária, tem bons antecedentes e residência fixa, e que os produtos apreendidos eram de uso pessoal. Já a defesa de Sinara afirmou que a biomédica atua há anos sem histórico de irregularidades e baseia suas atividades em conhecimento técnico e diretrizes profissionais. No entanto, a Polícia Civil encontrou ampolas de tirzepatida guardadas em geladeiras sem comprovação de procedência nas clínicas.

Medicamentos Irregulares e Falta de Autorização

O delegado Marcelo Lorenço dos Santos explicou que a Tirzepatida não pode ser comercializada sem autorização da Anvisa, e as clínicas investigadas não possuíam essa permissão. A operação, realizada pela Vigilância Sanitária e pela Guarda Civil Municipal, ocorreu após denúncias sobre o esquema de aplicação de canetas emagrecedoras.

Em uma das clínicas, foram encontradas fichas de atendimento detalhando o nome do paciente, cronograma de aplicação, posologia, valores e até mesmo tabelas de emagrecimento. Esses registros indicam a prática sistemática de aplicação das medicações de forma irregular.

Investigação Continua para Identificar Fornecedores

A Polícia Civil segue investigando para descobrir quem era o responsável pelo fornecimento das ampolas para as clínicas em Monte Alto. A descoberta do esquema ressalta a importância da fiscalização e da denúncia para combater práticas ilegais que colocam a saúde da população em risco, especialmente no que diz respeito a medicamentos para emagrecimento.

A Prefeitura reforça a importância de buscar orientação médica e utilizar apenas medicamentos prescritos e adquiridos em locais autorizados. A investigação sobre o esquema de canetas emagrecedoras continua em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e garantir a segurança dos cidadãos.

Fonte consultada: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/04/03/esquema-ilegal-de-aplicacao-de-canetas-emagrecedoras-em-monte-alto-foi-descoberto-apos-relatos-de-pacientes-com-efeitos-colaterais.ghtml.

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Marcela Costa

Formação e credenciais Bacharelado em Comunicação Social — Jornalismo, Universidade de São Paulo (USP), 2011 Pós-graduação em Jornalismo de Dados, ESPM-SP, 2015 Certificação IFCN (International Fact-Checking Network), 2018 Membra da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

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