sábado, 30 de maio de 2026
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Cachorro ‘Terror’ em Uberlândia: Animal Ataca Moradores, Danifica Carros e Ignora Autoridades

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Moradores de Uberlândia clamam por ajuda contra cachorro agressivo que causa pânico na vizinhança

O bairro Alto Umuarama, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tem sido palco de uma situação inusitada e preocupante. Um cachorro de grande porte, que apareceu na região há alguns meses, transformou a vida dos moradores em um verdadeiro pesadelo. O que pode parecer uma história isolada, tem gerado insegurança e danos materiais significativos.

O animal, que inicialmente parecia inofensivo, passou a exibir um comportamento agressivo, atacando pessoas e danificando carros estacionados. Câmeras de segurança registraram momentos de tensão, como um ataque a uma moradora que retornava para seu condomínio. A vítima sofreu ferimentos no braço e precisou ser socorrida, além de ter que se vacinar contra a raiva.

A situação tem gerado grande frustração entre os residentes, que já acionaram diversos órgãos públicos em busca de uma solução. No entanto, as respostas têm sido evasivas, com alegações de falta de estrutura e competência para o recolhimento do animal. Conforme informação divulgada pelo g1, a Prefeitura de Uberlândia não retornou sobre as medidas a serem tomadas, e a Zoonoses e o Corpo de Bombeiros indicaram que a responsabilidade não é deles, criando um impasse preocupante para a comunidade.

Origem do problema: obra e abandono criam um cão territorialista

A história do cão, ainda sem nome, começou com o início de uma obra na avenida João Pinheiro. Trabalhadores da construção passaram a alimentar o animal e permitiram que ele se instalasse no local. Com o tempo, o cachorro passou a usar carros estacionados como local de descanso, o que começou a causar danos à pintura e aos pneus dos veículos.

Um relato chocante descreve um incidente onde uma amiga de uma moradora teve o carro seriamente danificado. Além de arranhões na lataria, os pneus do veículo foram rasgados pelo animal. Essa cena se tornou comum, gerando prejuízos e indignação entre os moradores afetados pela presença constante do cachorro.

Ataques e insegurança: moradores relatam ferimentos e medo constante

A agressividade do cachorro vai além dos danos materiais. Moradores relatam ter sido atacados pelo animal, que pula nas pessoas e arranha, causando não apenas ferimentos físicos, mas também um profundo sentimento de insegurança. Uma moradora descreveu o incidente em que foi atacada, afirmando que o animal a feriu no braço e só parou quando um transeunte interveio para ajudá-la.

A situação se agrava com o medo constante, especialmente para famílias com crianças. Um pai expressou sua preocupação com o filho de 12 anos, sentindo que a liberdade de ir e vir foi comprometida. A falta de segurança para deixar o filho sozinho na rua se tornou uma realidade, gerando desgaste emocional e chateação para a comunidade.

Órgãos públicos omissos: um impasse que afeta a segurança da população

Diante da escalada de problemas, os moradores uniram esforços e acionaram a Prefeitura, o Corpo de Bombeiros e o Centro de Controle de Zoonoses. Contudo, as respostas recebidas não foram satisfatórias. A Zoonoses instruiu a acionar os bombeiros, que, por sua vez, alegaram que o animal apresentava oscilação de comportamento e sugeriram que os moradores parassem de alimentá-lo para que ele se afastasse.

A moradora que sofreu o ataque tentou demonstrar os hematomas em seu braço para os bombeiros, mas a ação não surtiu efeito. O próprio animal chegou a morder a botina de um bombeiro durante a visita, evidenciando seu comportamento imprevisível e agressivo. Essa falta de ação efetiva dos órgãos públicos intensifica a angústia dos residentes.

Especialista alerta para riscos e sugere medidas legais

O médico-veterinário Cláudio Yudi reforça que a permanência do cão solto na rua representa um risco real para a segurança da população. Ele destaca que o comportamento do animal já demonstrou capacidade de causar lesões, especialmente em crianças e idosos, que são mais vulneráveis.

Além dos ataques diretos, a presença do cachorro solto pode gerar acidentes de trânsito, interferir na circulação de pedestres e até mesmo provocar brigas com outros animais. O especialista aponta que a medida mais adequada seria o recolhimento do animal por um órgão municipal e o encaminhamento para um local seguro e apropriado.

Na ausência de ação municipal, o veterinário orienta o acionamento do Ministério Público. Essa medida visa garantir que providências legais sejam tomadas para assegurar uma destinação responsável ao animal, priorizando tanto o bem-estar dele quanto a segurança dos moradores. Após o recolhimento, o cão deve ser levado a uma estrutura de acolhimento temporário com manejo adequado.

Fonte consultada: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/03/31/cachorro-toca-o-terror-em-rua-danificando-carros-e-assustando-moradores-em-mg.ghtml.

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Marcela Costa

Formação e credenciais Bacharelado em Comunicação Social — Jornalismo, Universidade de São Paulo (USP), 2011 Pós-graduação em Jornalismo de Dados, ESPM-SP, 2015 Certificação IFCN (International Fact-Checking Network), 2018 Membra da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

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