domingo, 6 de setembro de 2026
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Beelive Group: Empresa de Marketing em Santos Fecha Portas e Deixa R$ 1,1 Milhão em Dívidas com Funcionários e Franqueados

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Empresa de marketing digital Beelive Group, de Santos, encerra atividades e deixa R$ 1,1 milhão em pagamentos pendentes, segundo denúncias de ex-funcionários e franqueados.

A Beelive Group, sediada em Santos, no litoral de São Paulo, encerrou suas atividades em 10 de março, mas o fechamento deixou um rastro de débitos que somam cerca de R$ 1,1 milhão. A empresa de marketing digital é alvo de acusações graves por parte de seus ex-colaboradores e franqueados, que relatam a **falta de pagamento de salários, comissões e verbas rescisórias**.

Segundo os denunciantes, os atrasos nos pagamentos teriam começado em janeiro, antes mesmo do anúncio oficial do encerramento das operações. A situação se agravou com a comunicação do fechamento, deixando cerca de 30 pessoas em uma situação financeira delicada. Os relatos incluem trabalhadores contratados pelo regime CLT, profissionais como Pessoa Jurídica (PJ) e franqueados, todos afetados pela **inadimplência da Beelive Group**.

Ainda conforme apuração do g1 com ex-colaboradores, que pediram para não ter suas identidades reveladas, o proprietário da empresa teria feito promessas de pagamento desde fevereiro, mencionando propostas envolvendo criptomoedas e a entrada de um investidor estrangeiro. No entanto, nenhum desses valores foi efetivamente quitado, gerando desespero entre os trabalhadores que necessitam dos recursos para suas despesas básicas. Conforme informação divulgada pelo g1, a situação já resultou no ajuizamento de ações trabalhistas e no registro de boletins de ocorrência por parte dos ex-colaboradores.

Suspeitas de fraude e esquema de pagamentos não cumpridos

Um boletim de ocorrência foi registrado por ex-colaboradores, que também levantaram a suspeita de um **esquema de fraude atribuído ao proprietário da Beelive Group**. Segundo os relatos, há indícios de que práticas semelhantes já teriam ocorrido em outros negócios ligados ao empresário. A empresa teria comunicado o encerramento das operações em 10 de março, mas, de acordo com os denunciantes, diversos pagamentos essenciais não foram efetuados.

Os ex-funcionários afirmam que o proprietário fez promessas de pagamento desde fevereiro, incluindo propostas que envolviam criptomoedas e a suposta entrada de um investidor estrangeiro. Contudo, as promessas não se concretizaram, deixando muitos trabalhadores em **dificuldades financeiras severas**. Há relatos de pessoas que precisaram recorrer a empréstimos bancários para evitar ordens de despejo e cobrir despesas básicas de subsistência.

Proposta de acordo e dificuldades de rastreamento

Na última sexta-feira, 27 de março, o empresário apresentou uma proposta intitulada “Acordo de Rescisão”. Segundo os ex-colaboradores, o documento continha cláusulas de não difamação e a quitação geral das dívidas por um valor inferior ao que seria devido, com a promessa de pagamento até terça-feira, 31 de março. A **falta de pagamento** tem levado ao ajuizamento de ações trabalhistas e ao registro de boletins de ocorrência.

Os relatos indicam ainda que o dono da Beelive Group pode ter alterado o nome empresarial e o endereço da sede, o que, segundo os denunciantes, seria uma tentativa de **dificultar o rastreamento das operações**. Essa prática, caso confirmada, será apurada pelas autoridades competentes. O grupo de ex-trabalhadores também localizou dezenas de processos trabalhistas relacionados a uma empresa anterior ligada ao mesmo empresário, indicando um padrão de comportamento que pode ser investigado.

Histórico de processos trabalhistas e decisões judiciais

Conforme os relatos, o grupo de ex-funcionários e franqueados descobriu dezenas de processos trabalhistas associados a uma empresa anterior do mesmo empresário. Em uma das decisões judiciais mencionadas, a Justiça reconheceu o vínculo entre as empresas e autorizou a cobrança de débitos. Essa informação reforça as preocupações sobre as práticas da Beelive Group e a **responsabilidade do proprietário** em relação às dívidas trabalhistas e financeiras deixadas para trás.

O empresário foi procurado pela reportagem para comentar as denúncias, mas não respondeu até a última atualização da matéria. A situação da Beelive Group levanta sérias questões sobre a responsabilidade empresarial e a proteção dos direitos trabalhistas, especialmente em um setor dinâmico como o de marketing digital.

Fonte consultada: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/03/30/empresa-de-marketing-encerra-atividades-e-deixa-r-11-milhao-em-pagamentos-pendentes.ghtml.

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Marcela Costa

Formação e credenciais Bacharelado em Comunicação Social — Jornalismo, Universidade de São Paulo (USP), 2011 Pós-graduação em Jornalismo de Dados, ESPM-SP, 2015 Certificação IFCN (International Fact-Checking Network), 2018 Membra da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

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